Sexta-feira, Julho 10, 2009
Obrigado... E parabéns!...
Pois é. O Douro é, agora, uma das 77 regiões do Mundo candidata à classificação final de Maravilha da Natureza. Mais um passo, mais uma etapa vencida. Quem não acreditava só tem uma coisa a fazer: reconhecer que o Douro, pela sua autenticidade e pelas suas marcas de identidade é única. Estão de parabéns todos os que votaram e/ou influenciaram os amigos levando-os a votar. Este recanto é só mais um pormenor.
Domingo, Julho 05, 2009
Alguém tem que mostrar o caminho
Esta foto do Dr. Alexandre, a caminho da Quinta do Panascal, fez-me lembrar este poema de António Cabral: AQUI, DOURO
«Aqui, Douro. O Paraíso do vinho e do suor./ Dum rio no Verão ossudo e magro/como as pessoas,/quando a alma se escoa pelos poros;/rio também barrento, a cor da terra,/para que a alma seja inteira;/rio das grandes cheias, do abraço final/de troncos de homens, de árvores e sonhos;/dum rio agora jovem: a água demora/o seu espelho nas barragens, e os barcos/cheios de olhos filmam a história/dum deus desconhecido.»
Se quiser, pode ler este poema, por inteiro inntologia dos Poemas Durienses, das Edições Tartaruga.
Domingo, Junho 28, 2009
Os Solstícios da Pala Pinta
Ali, nas proximidades do Franzilhal, freguesia de Carlão e concelho de Alijó, poderá o estudioso de arqueologia encontrar as pinturas rupestres conhecidas por Pala Pinta. Pinturas do sol nascente, no Solstício do Inverno, nos Equinócios e no Solstício do Verão. O sol em todo o esplendor ou coado por nuvens!...
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Ainda o Solstício de Verão
Daqui e dali continuam a surgir palavras de incentivo à iniciativa da Turismo do Douro e da AETUR que levaram ao quase cimo do Marão uns amigos da natureza para se encantaram com a beleza do sol nascente. Bom sinal, este.
Já agora, porque deste meu Marão vejo o rio Douro, lá ao fundo, deixo aqui, mais uma vez, o convite: vote no Douro Maravilha da Natureza em www.new7wonders.com
Segunda-feira, Junho 22, 2009
Domingo, Junho 21, 2009
Falou assim...
SOLSTICIO DE VERÃO - 2009
Divagações
Na base dos ancestrais conceitos religiosos figuravam os Solstícios como marcos evocativos, associados ao culto solar. Hoje, muito desfasados da magia inicial, olhamos o tempo como algo rectilíneo ou linear. Os nossos antepassados viam-no em circular ou cíclico e exprimiram-no através de símbolos, que a cultura celta e a lusitana perpetuaram.
Trata-se de um fenómeno transversal a diferentes culturas profundamente enraizado desde as festas pagãs Persas e Hindus, associada a Mitra enquanto símbolo do Sol vencedor. É um momento essencial à vida cósmica em que tudo está ligado. No preciso e único momento em que o Sol pleno no máximo do seu poder se une com a Deusa Terra, que no seu ventre porta a vida, os alimentos e o bem-estar. É breve o momento de celebração, pois quando o Astro Rei, no seu movimento aparente na esfera celeste atinge o seu ápice, começa de imediato o seu declínio.
(…)
Hoje festejamos a plenitude das forças, o tempo da colheita das ervas mágicas e medicinais, a tradição dos banhos nas fontes, poços e riachos, como simbolismo do baptismo primordial, da limpeza interna e externa. Com efeito as águas das noites do Solstício são mágicas e poderosas e benzida para as gentes e os animais.
É também o tempo do poder dos sonhos propiciador do pedido de desejos de fortuna, de saúde, de energia e de comunhão com os outros. Está mais evidente a pujança da vida e a nossa energia está no máximo.
(…)
O Solstício tem e sempre teve uma associação directa com o fogo que se configura como outro elemento de purificação, permitindo a libertação dos infortúnios e da negatividade que muitas vezes transportamos.
Tendo a sua origem Indo-europeia, o culto dos solstícios mantém ainda hoje uma forte presença em todos os países da Europa.
(…)
Porquê o Solstício do Marão?
Os nossos antepassados aceitaram os cultos dos Celtas e dos Romanos. Existiam milhares de deuses, pois tudo na natureza era divino e sagrado. Desse período restam cerca de 100 divindades atestadas por inscrições em aras. Alguns eram solares, outros guerreiros…. Refira-se Endovélico (javali, berrões, sabedoria…) Brigo, Bandua (contexto regional), Durius e Reva Maranus que fazem as nossas fronteiras simbólicas. Esta última divindade estava associada aos grandes vultos, ao poder, ao domínio, às alturas… Era ele que tocava o céu, o primeiro a receber a luz divina do sol e era ele que o escondia. Dele chegava a chuva e os ventos ou o protesto irado dos seus trovões.
Quando olhado de longe personifica a muralha protectora, a fronteira pétrea. Serra negra e eterna, de inverno cobre-se como um altar de bragal com a chegada das neves. Umas vezes tem a figura de uma velhinha deitada com os seus longos cabelos e, de outra perspectiva é um gigantesco cardeal de cartola.
Finalmente, era uma divindade que por magia produzia metais e água. E nela como noutros locais de antigos cultos existe uma ermida erigida à Sra da Serra que se comemora daqui a 15 dias, no período do Solstício. De lá tudo se vê e se interiorizarmos os elementos poderemos olhar e ver para dentro de nós.
Alberto Tapada
Divagações
Na base dos ancestrais conceitos religiosos figuravam os Solstícios como marcos evocativos, associados ao culto solar. Hoje, muito desfasados da magia inicial, olhamos o tempo como algo rectilíneo ou linear. Os nossos antepassados viam-no em circular ou cíclico e exprimiram-no através de símbolos, que a cultura celta e a lusitana perpetuaram.
Trata-se de um fenómeno transversal a diferentes culturas profundamente enraizado desde as festas pagãs Persas e Hindus, associada a Mitra enquanto símbolo do Sol vencedor. É um momento essencial à vida cósmica em que tudo está ligado. No preciso e único momento em que o Sol pleno no máximo do seu poder se une com a Deusa Terra, que no seu ventre porta a vida, os alimentos e o bem-estar. É breve o momento de celebração, pois quando o Astro Rei, no seu movimento aparente na esfera celeste atinge o seu ápice, começa de imediato o seu declínio.
(…)
Hoje festejamos a plenitude das forças, o tempo da colheita das ervas mágicas e medicinais, a tradição dos banhos nas fontes, poços e riachos, como simbolismo do baptismo primordial, da limpeza interna e externa. Com efeito as águas das noites do Solstício são mágicas e poderosas e benzida para as gentes e os animais.
É também o tempo do poder dos sonhos propiciador do pedido de desejos de fortuna, de saúde, de energia e de comunhão com os outros. Está mais evidente a pujança da vida e a nossa energia está no máximo.
(…)
O Solstício tem e sempre teve uma associação directa com o fogo que se configura como outro elemento de purificação, permitindo a libertação dos infortúnios e da negatividade que muitas vezes transportamos.
Tendo a sua origem Indo-europeia, o culto dos solstícios mantém ainda hoje uma forte presença em todos os países da Europa.
(…)
Porquê o Solstício do Marão?
Os nossos antepassados aceitaram os cultos dos Celtas e dos Romanos. Existiam milhares de deuses, pois tudo na natureza era divino e sagrado. Desse período restam cerca de 100 divindades atestadas por inscrições em aras. Alguns eram solares, outros guerreiros…. Refira-se Endovélico (javali, berrões, sabedoria…) Brigo, Bandua (contexto regional), Durius e Reva Maranus que fazem as nossas fronteiras simbólicas. Esta última divindade estava associada aos grandes vultos, ao poder, ao domínio, às alturas… Era ele que tocava o céu, o primeiro a receber a luz divina do sol e era ele que o escondia. Dele chegava a chuva e os ventos ou o protesto irado dos seus trovões.
Quando olhado de longe personifica a muralha protectora, a fronteira pétrea. Serra negra e eterna, de inverno cobre-se como um altar de bragal com a chegada das neves. Umas vezes tem a figura de uma velhinha deitada com os seus longos cabelos e, de outra perspectiva é um gigantesco cardeal de cartola.
Finalmente, era uma divindade que por magia produzia metais e água. E nela como noutros locais de antigos cultos existe uma ermida erigida à Sra da Serra que se comemora daqui a 15 dias, no período do Solstício. De lá tudo se vê e se interiorizarmos os elementos poderemos olhar e ver para dentro de nós.
Alberto Tapada
N. B. A selecção é da minha responsabilidade.
SOLSTÍCIO 2009
A Turismo do Douro, com o apoio da AETUR, organizou uma visita ao alto do Marão, muito perto da Senhora da Serra, na madrugada do dia 21 de Junho - dia do Solstício de Verão -, para que os interessados pudessem desfrutar de uma sensação maravilhosa, o nascer do Sol, precisamente no dia do seu apogeu.
E foi assim:
Terça-feira, Junho 16, 2009
Douro Sentido
Óptima iniciativa, esta, da Estrutura de Missão do Douro e do Museu do Douro.
A Turismo do Douro deu-lhe o seu apoio. E os alunos que participaram e hoje viajaram de barco da Régua até a Gaia viram como o Douro tem locais que ainda são uma Maravilha!... Então, vote "Douro Maravilha da Natureza", em: www.new7wonders.com





